Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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P. Diddy é absolvido de tráfico sexual, mas condenado por outros crimes

Após três dias de deliberação, júri absolve rapper das acusações mais graves, mas impõe possível pena de até 20 anos por violações à Lei Mann
P. Diddy absolvido da acusação de tráfico sexual
P. Diddy absolvido da acusação de tráfico sexual

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O rapper e empresário Sean “P. Diddy” Combs foi absolvido da acusação de tráfico sexual, mas condenado por duas violações da Lei Mann, nos Estados Unidos, que criminaliza o transporte de pessoas para fins de prostituição. O júri, composto por oito homens e quatro mulheres, concluiu o julgamento após três dias de deliberação. Apesar da absolvição das acusações mais graves, o artista poderá enfrentar até 20 anos de prisão, com pena máxima de 10 anos para cada infração.

A decisão foi divulgada nesta semana, marcando uma reviravolta no caso que poderia ter levado P. Diddy à prisão perpétua. Entre as acusações rejeitadas estão tráfico sexual mediante força, fraude ou coerção, além de conspiração para extorsão (conhecida nos EUA como racketeering). A condenação, no entanto, mantém o artista em situação delicada diante da Justiça norte-americana, com a possibilidade de nova audiência para definir se ele aguardará a sentença em liberdade ou seguirá preso.

Durante o julgamento, a promotoria apresentou cerca de 30 testemunhas para sustentar que P. Diddy se aproveitava de sua fama, influência e poder econômico para explorar mulheres em situações degradantes. Segundo a promotora Christy Slavik, o réu liderava uma organização criminosa que operava sob aparência de glamour, mas envolvia abusos e manipulação. Em contrapartida, a defesa rebateu as acusações, alegando que os relacionamentos eram consensuais e que o comportamento do réu, ainda que controverso, não configurava crime.

Mesmo diante da condenação, o momento no tribunal foi de forte emoção. Assim que o veredito foi lido, P. Diddy fez um gesto de oração em direção aos jurados, abraçou os advogados e ajoelhou-se diante da família, dizendo: “Estarei em casa em breve. Eu te amo, mãe.” A cena foi seguida por aplausos dos familiares e apoiadores que o acompanhavam. Ainda assim, a promotoria já indicou que pedirá a pena máxima prevista pela legislação.

O juiz federal Arun Subramanian será responsável por decidir se P. Diddy continuará detido até a sentença. Preso desde setembro de 2024, o rapper ainda aguarda análise do pedido de soltura apresentado por seus advogados.