Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Operação investiga ONG de produtora responsável por filme sobre Bolsonaro em São Paulo

Instituto Conhecer Brasil é suspeito de irregularidades em contrato de R$ 108 milhões para instalação de wi-fi gratuito em comunidades da capital paulista
Operação investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro
Operação investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro - Foto: Reprodução/ Instituto Conhecer Brasil

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A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta segunda-feira (1º/06), a Operação Wi-Fi Livre para investigar suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil. A ONG pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go UP, que produziu o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, a organização era responsável pela instalação de 5 mil pontos públicos de acesso à internet gratuita em comunidades da capital paulista no prazo de 12 meses. No entanto, segundo os órgãos responsáveis pela apuração, apenas 3.200 pontos teriam sido instalados até o momento.

Os investigadores também apuram suspeitas de fraude na execução do contrato e na prestação de contas apresentada pela entidade. Conforme a apuração, o Instituto Conhecer Brasil teria encaminhado à prefeitura pelo menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares para justificar despesas relacionadas ao projeto.

Além da ONG, a operação também cumpre diligências em empresas que teriam sido subcontratadas para atuar no programa. Policiais realizaram buscas na Secretaria Municipal para recolher contratos, prestações de contas e documentos ligados ao termo de colaboração firmado com a organização. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão para recolher documentos, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais.

Durante um evento no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro comentou a operação e afirmou que “a operação não tem nada a ver com o filme”. Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que repudia “veementemente ilações de desvio de recursos públicos” e declarou que o contrato com o Instituto Conhecer Brasil seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade. A administração municipal também informou que está colaborando com as investigações.