Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Anvisa autoriza retomada da produção da Ypê e uso de produtos feitos desde 1º de abril

Decisão libera fabricação na unidade de Amparo e autoriza venda e uso de produtos mais recentes, enquanto itens produzidos até março seguem sob restrições sanitárias
Foto: Estadão Conteúdo

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A Anvisa autorizou nesta sexta-feira (29/05) a retomada da produção na fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão também libera a comercialização e o uso de produtos como lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes identificados com final de lote 1, desde que tenham sido fabricados a partir de 1º de abril de 2026.

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Apesar da liberação parcial, continuam suspensos o comércio, a distribuição e o uso dos produtos com final de lote 1 produzidos até 31 de março de 2026. Segundo a Anvisa, esses itens devem permanecer armazenados em local seguro e não devem ser descartados. A liberação ocorrerá gradualmente, conforme a empresa apresentar laudos emitidos por laboratórios autorizados pelo órgão regulador.

A suspensão das atividades de parte da fábrica e a restrição aos produtos foram determinadas em 7 de maio, após uma avaliação técnica apontar risco de contaminação microbiológica em itens fabricados na unidade da Química Amparo, responsável pela produção da marca Ypê.

A autorização para retomada das operações foi concedida após uma inspeção realizada entre quinta-feira (28) e sexta-feira (29). A ação contou com a participação da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e da Vigilância Sanitária de Amparo. Durante a vistoria, os técnicos verificaram as medidas corretivas adotadas pela empresa desde a paralisação de duas linhas de produção.

De acordo com a Anvisa, a Ypê apresentou um plano para atender os 76 requisitos sanitários identificados em uma inspeção anterior e realizou melhorias nos processos de produção e controle de qualidade. Após a avaliação, os fiscais concluíram que a unidade reúne condições para voltar a operar e fabricar produtos sem risco sanitário para a população.