Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Governo altera oferta da Copasa e redefine ações para privatização da estatal

Bloqueios judiciais reduziram parte dos papéis da estatal, enquanto investidores ganharam novo prazo para rever propostas na disputa pela companhia mineira
Governo altera oferta da Copasa para privatização
Governo altera oferta da Copasa para privatização - Foto: Reprodução/ Copasa

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O Governo de Minas Gerais modificou a oferta de privatização da Copasa e definiu o preço mínimo de R$ 47,23 por ação da companhia. A atualização foi divulgada ao mercado nesta quarta-feira (27/05), por meio de um anúncio de retificação que altera as condições da operação financeira. O valor estipulado ficou abaixo do fechamento das ações da estatal no mesmo dia, quando os papéis encerraram o pregão cotados a R$ 50,75. Na abertura desta quinta-feira (28), os ativos chegaram a R$ 51,68.

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Além da definição do preço, o governo também reduziu a quantidade de ações disponíveis para venda. Segundo a Copasa, 46.737 ações ordinárias estão bloqueadas judicialmente em processos movidos contra o Estado de Minas Gerais e, por isso, não poderão entrar na liquidação da oferta.

O comunicado ainda informa que investidores interessados em desistir da disputa pela fatia da Copasa controlada pelo Estado deverão comunicar a decisão até o dia 3 de junho à B3, a Bolsa de Valores brasileira. Caso não haja manifestação dentro do prazo, o silêncio será interpretado como manutenção do interesse na operação. A companhia também informou que investidores de referência poderão apresentar novos pedidos de investimento, desde que atendam aos critérios exigidos para participar da disputa.

Até agora, dois grupos apresentaram propostas pela participação do governo na estatal. Um dos interessados é o consórcio liderado pela Aegea, formado também pela Equipav, Fundo Soberano de Cingapura e Itaúsa. O outro é o Grupo Equatorial, responsável pela compra da Sabesp. A previsão é de que o investidor de referência seja definido até 3 de junho, prazo final para envio de propostas à B3.

O modelo de privatização definido pelo governo prevê a venda das ações por meio de distribuição secundária, quando os atuais acionistas vendem suas participações sem emissão de novos papéis. Com isso, os recursos arrecadados irão diretamente para o caixa do Estado e poderão ser usados no pagamento da dívida de Minas com a União ou nas contrapartidas previstas pelo Propag. A proposta busca um investidor estratégico com capacidade financeira e experiência no setor de saneamento, que poderá adquirir inicialmente até 30% do capital social da Copasa. Dependendo do resultado da operação, o Estado ainda poderá manter 5% de participação na empresa.