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Uma nova fase da Operação Carbono Oculto foi realizada nesta quinta-feira (28/05), mirando um esquema criminoso no setor de combustíveis envolvendo fraude fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de gasolina. A investigação do Ministério Público de São Paulo aponta que uma fintech usada como “duto financeiro” do Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão entre 2022 e 2025. A ação acontece em meio às apurações sobre a chamada “Máfia do Nafta”, grupo suspeito de usar solventes petroquímicos para burlar impostos e vender combustível adulterado.
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A fintech Smart Solutions está entre os principais alvos da operação. Segundo o Gaeco, a empresa fazia parte de um sistema usado para esconder a origem do dinheiro, dificultar o rastreamento bancário e proteger patrimônios ligados à organização criminosa. Os sócios investigados são Renato de Souza Elbert, Juliana de Almeida Martins, Mauricio Paulo Matalon, Muriel Matalon e Michele Matalon. As investigações apontam que fintechs e instituições de pagamento eram usadas para movimentar recursos de dezenas de empresas suspeitas, principalmente postos de combustíveis envolvidos no esquema.
Nesta segunda fase da Operação Carbono Oculto, chamada de “Fluxo Oculto”, os investigadores buscam rastrear o caminho do dinheiro obtido por meio da sonegação fiscal e da adulteração de combustíveis. Além disso, a operação também apura a ocultação de bens e a possível ligação direta do PCC com o esquema financeiro. Segundo os investigadores, o mesmo modelo de lavagem de dinheiro usado no setor de combustíveis também é aplicado pela facção no tráfico de drogas.
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A Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo cumprem cerca de 60 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Empresários, operadores logísticos e laranjas ligados ao esquema estão entre os alvos. As investigações indicam que o grupo continuou atuando mesmo após operações anteriores, demonstrando alto nível de organização e adaptação para evitar a fiscalização.
De acordo com a investigação, o esquema concentrava movimentações financeiras de dezenas de postos em contas únicas para dificultar o monitoramento das autoridades. Em um dos casos analisados, 56 postos de combustíveis operavam por meio de uma única conta bancária. Os investigados também teriam transferido recursos entre diferentes fintechs e criado novas empresas para substituir estruturas já identificadas pelas autoridades.







