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O governo do Irã acusou os Estados Unidos de romper o cessar-fogo após um ataque americano na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país, nesta quinta-feira (28/05). Segundo autoridades iranianas, forças dos EUA bombardearam uma estação de controle terrestre localizada na região do Estreito de Ormuz, área considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo.
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A ofensiva foi confirmada por um alto funcionário americano. Após o bombardeio, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atingiu a base aérea dos Estados Unidos de onde teria partido o ataque, mas não divulgou detalhes sobre a localização do alvo. A escalada aumenta ainda mais a tensão entre Teerã e Washington em meio às negociações para tentar encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou a ação militar americana e afirmou que o país “tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania nacional”. Ele também criticou a postura do governo americano e classificou como ameaçadora a retórica adotada por Washington contra o Irã e Omã.
As declarações aconteceram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “explodir” Omã ao comentar um possível acordo envolvendo o controle do Estreito de Ormuz. O país árabe atua como mediador nas negociações entre iranianos e americanos. Baqaei declarou solidariedade a Omã e afirmou que as falas de Trump representam “um sinal preocupante da normalização da anarquia e da intimidação nas relações internacionais”.
Na quarta-feira (27), Trump já havia afirmado que poderia “terminar o trabalho” caso Teerã não aceitasse o acordo em discussão. O presidente americano também negou informações divulgadas pela televisão estatal iraniana sobre uma proposta que permitiria ao Irã manter o controle do Estreito de Ormuz em parceria com Omã. “O estreito estará aberto a todos. São águas internacionais, e Omã se comportará como todos os outros, ou teremos que explodi-los. Eles entendem; ficarão bem”, declarou.







