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O Governo de Minas anunciou nesta quarta-feira (27/05) o adiamento do cronograma da oferta pública de ações da Copasa, processo que faz parte da proposta de privatização da estatal. Segundo comunicado divulgado pela companhia, a decisão foi tomada após a identificação de “fatores supervenientes” ligados à operação. Com isso, as regras da oferta e os documentos da desestatização passarão por mudanças. O novo cronograma ainda será apresentado.
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No comunicado assinado pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Adriano Rudek de Moura, a Copasa informou que o Comitê de Coordenação e Governança de Estatais deverá analisar as alterações previstas. Após a aprovação, os documentos da oferta serão reapresentados com as novas condições e as datas atualizadas para a venda das ações.
O cronograma inicial previa que a negociação das ações na Bolsa de Valores (B3) acontecesse entre os dias 5 e 8 de junho. A expectativa do Governo de Minas era arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com a venda da participação na estatal. A estimativa considerava o valor das ações em 19 de maio, quando os papéis eram negociados a R$ 52,77 cada.
De acordo com informações do portal O Tempo, o valor usado como referência ficou abaixo do pico registrado no início de abril. Em 9 de abril, as ações da companhia chegaram a R$ 60,35. Caso a venda ocorra com base no valor de maio, a diferença representa uma desvalorização próxima de 12%, o equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhão em valor de mercado. Ainda segundo a companhia, os preços poderão variar conforme a demanda dos investidores.
Até esta terça-feira (26/05), o Grupo Equatorial, que comprou a Sabesp, e o consórcio Livorno Participações, ligado à Aegea, haviam enviado propostas para adquirir as ações do governo mineiro no processo de privatização da Copasa.







