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Professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve após uma assembleia realizada na tarde desta terça-feira (26/05), em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), na avenida Afonso Pena, no Centro da capital. A paralisação dos professores de BH continua mesmo após a prefeitura afirmar que atendeu “7 dos 7 pontos” considerados negociáveis pela categoria. O Sind-Rede/BH, no entanto, contesta a declaração e afirma que a pauta completa da greve possui 78 itens.
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A assembleia reuniu centenas de trabalhadores da educação e terminou com a aprovação da continuidade da greve. Após a votação, manifestantes gritaram frases cobrando a gestão do prefeito Álvaro Damião. O sindicato também marcou uma nova assembleia para esta quinta-feira (28), às 8h30, na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Além disso, os professores concursados realizaram uma vigília na porta da prefeitura nesta quarta-feira (27).
Em comunicado divulgado após a reunião, o Sind-Rede/BH afirmou que os pontos apresentados pela PBH representam apenas propostas de criação de comissões e protocolos que ainda não foram colocados em prática. A entidade também criticou o anúncio de corte de ponto dos servidores e informou que pretende discutir alternativas para garantir a reposição das aulas junto à prefeitura e aos órgãos de controle.
Outro impasse envolve a atuação das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) na educação inclusiva da rede municipal. Segundo o sindicato, a categoria cobra mais transparência nos contratos, critérios claros para contratação de profissionais de apoio e garantias de que trabalhadores ligados às OSCs não assumam funções pedagógicas nas escolas.
Os professores também demonstraram preocupação com mudanças na educação infantil. De acordo com o Sind-Rede/BH, servidores relatam insegurança sobre possíveis alterações de jornada e risco de excedência nas unidades escolares da capital mineira.







