Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Argentino preso por racismo contra criança em passeio de Maria Fumaça seguirá detido em MG

Turista argentino foi acusado de fotografar um menino de 7 anos e enviar mensagens com ofensas racistas durante passeio turístico em Tiradentes
argentino preso por racismo contra criança em Tiradentes
Argentino na delegacia após cometer racismo contra a criança - Foto: Divulgação/ PCMG

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O argentino Eduardo Ignácio Murias, de 63 anos, continuará preso após ser detido por suspeita de injúria racial contra uma criança de 7 anos durante um passeio de Maria Fumaça em Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais. O caso aconteceu no domingo (24/05), e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (25), na 1ª Vara Criminal da comarca de São João del-Rei.

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Segundo o boletim de ocorrência, o turista fotografava o menino, que é negro, dentro do trem e compartilhava as imagens em aplicativos de mensagens acompanhadas de comentários ofensivos. Em uma das mensagens enviadas em espanhol, ele escreveu: “De lo puedo llevar de esclavo”, frase que pode ser traduzida como “Posso levá-lo como escravo”.

Outros passageiros perceberam o conteúdo das mensagens e avisaram a mãe da criança, de 32 anos. Uma mulher que participava do passeio também relatou que o homem estaria tirando fotos do menino e enviando os registros com comentários racistas.

Ao ser confrontado, Eduardo desbloqueou o celular e mostrou as mensagens. A mãe conseguiu fotografar a tela do aparelho para registrar o conteúdo. Após a confirmação das mensagens, funcionários do passeio turístico e outras pessoas que estavam no local contiveram o argentino até a chegada da Polícia Militar.

Mensagens enviadas por Eduardo – Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal
Mensagens enviadas por Eduardo – Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

O suspeito foi preso em flagrante e levado para a delegacia da Polícia Civil. O celular dele foi apreendido. Desde janeiro de 2023, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo, com pena que pode variar de dois a cinco anos de prisão, além de multa.