Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Cláudio Castro vira alvo da PF em investigação sobre R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master

Polícia Federal apura aplicações consideradas suspeitas feitas durante a gestão do ex-governador e investiga possível favorecimento ao banco
Cláudio Castro alvo da PF por suspeita de favorecimento ao Banco Master com recursos do Rioprevidência
Cláudio Castro alvo da PF por suspeita de favorecimento ao Banco Master com recursos do Rioprevidência - Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro voltou a ser alvo da Polícia Federal no início da manhã desta terça-feira (26/05) durante a oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A apuração mira aportes de cerca de R$ 3 bilhões feitos pelo Rioprevidência em produtos financeiros ligados ao banco, incluindo aplicações sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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A investigação apura movimentações do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, responsável pelos pagamentos de aposentados e pensionistas do estado. A PF investiga se houve favorecimento ao banco durante a gestão de Castro no governo estadual, já que o Rioprevidência é um fundo ligado ao Estado do Rio e administrado por indicados da gestão estadual. Os agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na casa de Cláudio Castro, localizada na Barra da Tijuca, os policiais apreenderam dois celulares após cerca de três horas de buscas.

A operação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos de R$ 970 milhões feitos pelo Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Agora, a nova fase investiga mais R$ 2,01 bilhões aplicados em fundos de investimento do mesmo banco a partir de julho de 2024, totalizando aproximadamente R$ 3 bilhões transferidos pelo fundo previdenciário.

Um dos principais pontos analisados pela Polícia Federal é o risco das aplicações realizadas. Diferente dos CDBs, as letras financeiras utilizadas nos investimentos não possuem proteção do FGC. Com a quebra do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro, a recuperação dos valores passou a ser considerada incerta, e os recursos entraram como dívida no processo de liquidação da instituição financeira.

Além de Cláudio Castro, também foram alvo de buscas antigos gestores do Rioprevidência, entre eles o ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, preso em fevereiro, e o ex-diretor de Investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues. As investigações apontam ainda que o Banco Master passou a receber grandes volumes de recursos públicos pouco tempo depois da troca da diretoria do Rioprevidência, em outubro de 2023.