Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Coreia do Sul acusa Israel de sequestrar cidadão durante interceptação de flotilha humanitária

Presidente sul-coreano chama ação israelense em águas internacionais de “desumana” e amplia pressão internacional após retenção de ativistas rumo a Gaza
Israel intercepta flotilha humanitária rumo a Gaza
Israel intercepta flotilha humanitária rumo a Gaza - Foto: Reprodução/ Redes sociais

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O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, acusou Israel de sequestrar um cidadão sul-coreano durante a interceptação de embarcações ligadas à flotilha humanitária que tentava chegar à Faixa de Gaza. A declaração foi feita nesta quarta-feira (20/05), quando o líder sul-coreano classificou a ação israelense como “excessiva” e afirmou que a apreensão ocorreu em condições “injustas perante o direito internacional”.

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Segundo Lee Jae-myung, a operação israelense ultrapassou os limites aceitáveis. “A ação de Israel foi excessiva. Passou muito dos limites”, declarou. O presidente também citou críticas internacionais ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao afirmar que diversos países europeus defendem sua prisão. Apesar das acusações, as circunstâncias da detenção do cidadão sul-coreano não foram detalhadas oficialmente.

De acordo com a agência Yonhap, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que uma embarcação sul-coreana atravessava o Estreito de Ormuz em cooperação com autoridades iranianas. O presidente sul-coreano também condenou a ação de Israel contra navios com mais de 400 ativistas da flotilha humanitária, classificando a operação em águas internacionais como “um ato desumano que passa de todos os limites”.

Lee Jae-myung ainda acusou Israel de violar o direito internacional ao confiscar embarcações fora de seu território. “Mesmo durante um conflito armado, é lícito confiscar embarcações de terceiros países? É uma questão de bom senso, não apenas de legalidade”, afirmou. As Forças Armadas de Israel concluíram nesta terça-feira (19) a interceptação dos dois últimos navios que integravam a flotilha com destino à Faixa de Gaza.

O governo da Itália também criticou Israel pela detenção dos ativistas. A gestão da primeira-ministra Giorgia Meloni classificou como “inaceitáveis” as imagens divulgadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, mostrando integrantes da Flotilha Global Sumud algemados no chão no porto de Ashdod. O governo italiano informou ainda que convocou o embaixador israelense em Roma e cobra a libertação imediata dos cidadãos italianos envolvidos.