Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Surto de Ebola leva EUA a bloquear entrada de viajantes vindos da África

Governo americano suspende vistos e reforça controle em aeroportos após confirmação de infecção em cidadão americano
Ebola leva EUA a endurecer entrada de viajantes
Ebola leva EUA a endurecer entrada de viajantes - Foto: REUTERS

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O governo dos Estados Unidos anunciou novas medidas de controle sanitário por causa do surto de Ebola na África. A decisão inclui reforço da fiscalização em aeroportos e suspensão temporária da emissão de vistos para estrangeiros que passaram por Uganda, República Democrática do Congo (RDC) ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. As restrições foram divulgadas na segunda-feira (18/05), após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência de saúde pública internacional devido ao avanço da doença.

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A preocupação aumentou depois que um cidadão americano que trabalha na República Democrática do Congo testou positivo para Ebola. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o homem começou a apresentar sintomas no fim de semana e recebeu o diagnóstico na noite de domingo (17). Ele será transferido para a Alemanha, onde receberá tratamento médico especializado.

De acordo com o CDC, as medidas adotadas pelos EUA têm como objetivo reduzir o risco de entrada de novos casos no país. O Departamento de Estado também emitiu alerta de nível 4 para áreas afetadas pelo surto, classificação usada para situações com risco à vida e capacidade limitada de assistência emergencial. Além disso, o governo americano orientou que viagens para Ruanda sejam reconsideradas, em alerta de nível 3.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar preocupado com o avanço do Ebola na República Democrática do Congo, onde já foram confirmadas 131 mortes. O país africano também registra quase 400 casos suspeitos da doença. Apesar disso, Trump declarou que o vírus segue concentrado no continente africano.

O atual surto é causado pela cepa Bundibugyo, uma variante do Ebola para a qual ainda não existem vacinas ou medicamentos específicos. O governo americano informou ainda que trabalha em conjunto com autoridades de saúde para auxiliar cidadãos afetados pela doença na região.