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Uma menina de 12 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, um dos adolescentes envolvidos filmou a violência e vendeu o vídeo por R$ 5. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) na última quarta-feira (13/05), mas o crime teria acontecido no dia 22 de abril. Nesta sexta-feira (15/05), seis adolescentes foram apreendidos suspeitos de participação no ataque.
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De acordo com as investigações, a adolescente foi atraída até a casa de um jovem com quem mantinha um relacionamento. No local, outros sete adolescentes já aguardavam a vítima. A delegada Fernanda Caterine, da Deam de Campo Grande, afirmou que a ação foi premeditada e que a menina foi surpreendida ao chegar no imóvel. Durante o crime, ela teria sido cercada, agredida, ofendida e violentada enquanto os abusos eram gravados pelos envolvidos.
A polícia também informou que, além de filmarem a violência, os adolescentes gravaram uma comemoração após o ataque. Segundo a delegada, um dos suspeitos chegou a comercializar as imagens por R$ 5. “Um deles estava vendendo por R$ 5. Quer dizer, a imagem dessa menina, a intimidade dessa menina valia R$ 5”, destacou Fernanda Caterine. Após o crime, a vítima voltou para casa, mas não contou o que havia acontecido por medo e vergonha.
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O caso só veio à tona semanas depois, quando os vídeos começaram a circular nas redes sociais e chegaram até a mãe da adolescente. Ao descobrir a situação, ela procurou a delegacia para denunciar a violência sofrida pela filha. A menina já prestou depoimento, passou por exame de corpo de delito e recebe acompanhamento médico, psicológico e do Conselho Tutelar.
A Justiça determinou a apreensão e a internação provisória dos oito adolescentes envolvidos, com idades entre 12 e 16 anos. Até o momento, seis foram apreendidos e dois seguem sendo procurados. A Justiça também autorizou a apreensão de celulares e computadores usados pelos suspeitos, que passarão por análise para aprofundar as investigações e identificar possíveis envolvidos na divulgação das imagens.







