Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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OMS declara emergência internacional por surto de ebola na África

Casos confirmados e mortes suspeitas no Congo e em Uganda acendem alerta mundial sobre risco de propagação da doença
OMS declara emergência internacional por surto de ebola na África
OMS declara emergência internacional por surto de ebola na África - Foto: Gettyimages/ Luke Dray

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A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional por causa do novo surto de ebola na África, causado pelo vírus Bundibugyo. A decisão foi anunciada na noite de sábado (16/05) e envolve casos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda. O alerta aumenta a preocupação com o risco de propagação internacional da doença, após confirmações de pessoas infectadas que viajaram entre os dois países.

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Segundo a OMS, a província de Ituri, no Congo, já soma oito casos confirmados por laboratório, 246 casos suspeitos e 80 mortes suspeitas ligadas ao surto. Em Uganda, dois laboratórios também confirmaram casos em Kampala, incluindo uma morte, sem ligação aparente entre os registros e em um intervalo de apenas 24 horas.

A organização afirmou que a situação exige coordenação internacional para reforçar ações de vigilância, prevenção e resposta rápida. Apesar da declaração de “emergência pandêmica”, o comunicado destacou que o cenário ainda não atende oficialmente aos critérios de pandemia previstos no Regulamento Sanitário Internacional de 2005.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África também demonstraram preocupação com a transmissão do vírus devido à intensa circulação de pessoas entre os países da região. O órgão convocou uma reunião urgente com entidades internacionais, incluindo a OMS e centros de controle de doenças dos Estados Unidos, China e Europa, para discutir medidas de contenção.

No comunicado, a OMS recomendou que os países ativem mecanismos nacionais de emergência e ampliem o trabalho com líderes comunitários, religiosos e tradicionais para ajudar na identificação de casos, rastreamento de contatos e orientação da população sobre os riscos. Segundo a entidade, o ebola pode ter taxa de mortalidade entre 60% e 80%, além de provocar febre alta, fraqueza intensa e hemorragias graves.