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O site da revista IstoÉ saiu do ar após jornalistas iniciarem uma paralisação por causa de atrasos no pagamento de salários, vale-alimentação, vale-transporte, férias e FGTS. A greve começou na madrugada de quinta-feira (14/05), depois de assembleias realizadas nos dias 12 e 13 de maio, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. O caso envolve ainda o bloqueio judicial de contas do Grupo Entre, responsável pela empresa.
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De acordo com a direção da IstoÉ Publicações, a situação foi causada pelo congelamento de bens e ativos financeiros do Grupo Entre, empresa controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior. O bloqueio ocorreu após medidas tomadas pelo Banco Central em março de 2026, durante o processo de liquidação extrajudicial das empresas Entrepay, Acqio Adquirência e Octa Sociedade de Crédito Direto.

Com as contas bloqueadas, serviços considerados essenciais para o funcionamento da editora foram afetados. Entre eles estão provedores de internet, sistemas internos de publicação e o e-mail corporativo utilizado pela equipe. A interrupção desses serviços contribuiu para a queda das plataformas digitais da revista.
Antônio Carlos Freixo Júnior é investigado pela Polícia Federal por suspeita de atuar como operador financeiro de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Relatórios do Coaf apontam movimentações milionárias entre o banco e o Grupo Entre, incluindo uma transferência de R$ 203 milhões registrada em agosto de 2024, que segue sob investigação por possível desvio de recursos.
Em nota divulgada à imprensa, a empresa afirmou que “a intermitência nos pagamentos de funcionários e fornecedores da IstoÉ decorre do bloqueio judicial de parte dos bens e ativos financeiros do Grupo Entre”.







