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O governo do Reino Unido voltou a defender a proibição da chamada terapia de conversão LGBTQIA+ na Inglaterra e no País de Gales. O anúncio foi feito oficialmente pelo Rei Charles III durante a abertura do Parlamento, quando confirmou que o governo pretende apresentar um projeto de lei para barrar práticas abusivas de conversão ainda nesta sessão parlamentar. O tema já vinha sendo discutido desde 2024 e voltou ao centro do debate político britânico.
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A proposta pretende proibir métodos conhecidos como “cura gay”, usados para tentar mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de uma pessoa. Entre as práticas citadas estão sessões de aconselhamento, orações e outros métodos considerados coercitivos. Organizações de direitos humanos também relatam casos mais graves envolvendo violência física, exorcismos e privação de alimentos.
O projeto já havia sido mencionado no Discurso do Rei em julho de 2024, mas o texto não chegou a ser publicado naquela ocasião. Agora, o governo britânico afirmou que a proposta passará primeiro por uma análise pré-legislativa antes de seguir para votação no Parlamento.
Segundo as autoridades do Reino Unido, o objetivo é combater práticas consideradas abusivas sem limitar a liberdade religiosa, a manifestação de crenças ou o direito de buscar aconselhamento espiritual. O governo afirma que a medida tenta equilibrar a proteção de pessoas LGBTQIA+ com garantias ligadas à liberdade de expressão.
O tema segue dividindo opiniões no Reino Unido. Grupos religiosos e setores conservadores criticam a proposta e afirmam que a medida pode afetar a atuação de pais, líderes religiosos e o direito à liberdade de expressão no país.







