Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Rei Charles III anuncia proibição da terapia de conversão LGBTQIA+ no Reino Unido

Governo britânico quer barrar práticas conhecidas como “cura gay” e proposta já provoca reação de grupos religiosos e conservadores no país
Rei Charles III anuncia proibição da terapia de conversão LGBTQIA+
Rei Charles III anuncia proibição da terapia de conversão LGBTQIA+ - Foto: HUW EVANS PICTURE AGENCY

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O governo do Reino Unido voltou a defender a proibição da chamada terapia de conversão LGBTQIA+ na Inglaterra e no País de Gales. O anúncio foi feito oficialmente pelo Rei Charles III durante a abertura do Parlamento, quando confirmou que o governo pretende apresentar um projeto de lei para barrar práticas abusivas de conversão ainda nesta sessão parlamentar. O tema já vinha sendo discutido desde 2024 e voltou ao centro do debate político britânico.

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A proposta pretende proibir métodos conhecidos como “cura gay”, usados para tentar mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de uma pessoa. Entre as práticas citadas estão sessões de aconselhamento, orações e outros métodos considerados coercitivos. Organizações de direitos humanos também relatam casos mais graves envolvendo violência física, exorcismos e privação de alimentos.

O projeto já havia sido mencionado no Discurso do Rei em julho de 2024, mas o texto não chegou a ser publicado naquela ocasião. Agora, o governo britânico afirmou que a proposta passará primeiro por uma análise pré-legislativa antes de seguir para votação no Parlamento.

Segundo as autoridades do Reino Unido, o objetivo é combater práticas consideradas abusivas sem limitar a liberdade religiosa, a manifestação de crenças ou o direito de buscar aconselhamento espiritual. O governo afirma que a medida tenta equilibrar a proteção de pessoas LGBTQIA+ com garantias ligadas à liberdade de expressão.

O tema segue dividindo opiniões no Reino Unido. Grupos religiosos e setores conservadores criticam a proposta e afirmam que a medida pode afetar a atuação de pais, líderes religiosos e o direito à liberdade de expressão no país.