Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Nota de produtora nega dinheiro de Vorcaro e contraria fala de Flávio Bolsonaro sobre filme

Senador citou parcelas atrasadas para concluir produção sobre Jair Bolsonaro, mas empresa afirma não ter recebido nenhum valor ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro
Produtora nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro
Produtora nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro - Foto: Vitor Souza/ AFP

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A nota divulgada pela produtora Goup Entertainment sobre o filme “Dark Horse”, baseado no ex-presidente Jair Bolsonaro, levantou questionamentos nas redes sociais após contradizer uma declaração do senador Flávio Bolsonaro sobre pagamentos ligados à produção. A polêmica começou depois do vazamento de um áudio divulgado pelo Intercept Brasil em que o parlamentar cobra R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar o longa-metragem. Em nota, Flávio confirmou a negociação e afirmou que voltou a procurar o empresário por causa do “atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”.

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O problema surgiu porque a versão apresentada pelo senador foi confrontada pela própria produtora responsável pela obra. Em comunicado enviado à imprensa, a Goup Entertainment declarou que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os valores recebidos para o filme.

A divergência entre as declarações repercutiu rapidamente nas redes sociais. Internautas passaram a questionar como Flávio Bolsonaro mencionou parcelas atrasadas se, segundo a produtora, nenhum recurso ligado a Daniel Vorcaro teria sido repassado ao projeto. Um usuário publicou no X, antigo Twitter: “Produtora diz que não recebeu nenhum centavo. Fica portanto a questão: quem recebeu esse dinheiro? Diz a matéria do Intercept que foi o fundo Havengate, com sede no Texas e cujo representante é Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Mas se a produtora do filme afirma não ter recebido dinheiro algum do Master, por que Vorcaro enviou dinheiro para o advogado de Eduardo a pedido do senador Flávio Bolsonaro?”. Outro internauta escreveu: “Meu voto está suspenso! Quero esclarecimentos que até agora não vieram. Muitas contradições e não explicam direito”.

Também houve publicações em defesa do senador. Um usuário afirmou que o conteúdo do áudio estaria sendo interpretado de forma errada. “O que fica claro no áudio é que algumas parcelas do financiamento do filme estão atrasadas, jamais fala que são pagamentos do Vorcaro em atraso. Mas como você odeia os Bolsonaros, distorce os fatos e o contexto”, escreveu. Na nota divulgada após o vazamento do áudio, Flávio Bolsonaro negou qualquer favorecimento ao banqueiro. “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.

Já a Goup Entertainment afirmou que conversas preliminares sobre o projeto podem ter existido, mas reforçou que isso não significa que houve investimento efetivado. “Apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos”, informou a produtora.