Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Morte por hantavírus em Minas Gerais é confirmada após contato com roedor em lavoura

Homem de 46 anos morreu dias após apresentar febre e dores no corpo; Secretaria de Saúde afirma que caso é isolado e sem transmissão entre pessoas
Minas Gerais confirma morte por hantavírus
Minas Gerais confirma morte por hantavírus - Foto: REUTERS

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Uma morte por hantavírus em Minas Gerais foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde neste domingo (10/05). A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Segundo o governo estadual, ele teve contato com roedor silvestre em uma lavoura antes de apresentar os primeiros sintomas da doença. O caso foi tratado como isolado e sem relação com outros registros do vírus no estado.

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De acordo com a Secretaria de Saúde, os sintomas começaram no dia 2 de fevereiro, inicialmente com dor de cabeça. Quatro dias depois, o homem procurou atendimento médico após apresentar febre, dores musculares, dores nas articulações e na região lombar. Amostras biológicas foram enviadas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), que confirmou sorologia IgM reagente para hantavírus. O paciente morreu no dia 8 de fevereiro.

Em entrevista ao jornal O TEMPO, o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti afirmou que o vírus já circula historicamente no estado, no Brasil e em outros países. “Neste ano nós temos dois, ano passado tivemos seis casos, por exemplo. Ano passado tivemos quatro óbitos, esse ano tivemos um óbito confirmado, então não está fora da curva”, explicou. Ele também reforçou que o tipo de hantavírus registrado em Minas não tem transmissão entre humanos.

Segundo Baccheretti, a contaminação ocorre principalmente em áreas rurais, por meio do contato com saliva, fezes e urina de roedores silvestres. A transmissão pode acontecer ao limpar ambientes fechados contaminados, já que a poeira com partículas do vírus pode ser inaladas. Entre os sintomas iniciais da doença estão febre alta, dores no corpo, tosse intensa e falta de ar. A taxa de letalidade do hantavírus varia entre 30% e 50%, considerada alta pelas autoridades de saúde.

O Paraná também confirmou dois casos de hantavírus na sexta-feira (08), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Um dos pacientes é de Pérola D’Oeste, na região de fronteira com a Argentina, e o outro de Ponta Grossa. Além disso, 11 casos seguem em investigação e outros 21 já foram descartados. As autoridades reforçaram que os registros em Minas Gerais e no Paraná não têm relação com os casos de contaminação identificados no navio de cruzeiro MV Hondius.