Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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PF mira Ciro Nogueira em investigação sobre supostas fraudes ligadas ao Banco Master

Operação da Polícia Federal cumpre buscas contra o senador, bloqueia R$ 18,8 milhões e aponta atuação em favor de banqueiro investigado por esquema financeiro
Polícia Federal apura suposta atuação de Ciro Nogueira em favor do Banco Master
Polícia Federal apura suposta atuação de Ciro Nogueira em favor do Banco Master - Foto: Pedro França/ Agência Senado

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (07/05) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Entre os alvos está o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços de Brasília e do Piauí. A decisão também proibiu o parlamentar de manter contato com os demais investigados. O irmão dele, Raimundo Nogueira, também foi alvo da operação.

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Ao todo, a PF cumpre dez mandados de busca e apreensão, além da prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Felipe foi preso em Minas Gerais na manhã desta quinta. A operação é relatada pelo ministro André Mendonça, do STF, que autorizou ainda o bloqueio de bens e contas no valor de R$ 18,8 milhões.

Segundo relatório enviado pela PF ao Supremo, Ciro Nogueira teria recebido “vantagens indevidas” de Daniel Vorcaro. Os investigadores apontam suspeitas de que o senador atuava em favor dos interesses do banqueiro em troca de benefícios econômicos. Entre os pontos citados está a apresentação de uma emenda para ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. De acordo com a investigação, a proposta teria sido elaborada com participação de integrantes do Banco Master e ficou conhecida no mercado como “emenda Master”.

A decisão judicial afirma que o texto da emenda foi produzido pela assessoria do banco, enviado por um ex-executivo do Master a Daniel Vorcaro e depois entregue em um envelope direcionado a “Ciro”, no endereço residencial do senador. A PF diz ainda que o conteúdo entregue teria sido reproduzido integralmente pelo parlamentar no Senado. Segundo a decisão, após a publicação da proposta, Vorcaro afirmou que o texto “saiu exatamente como mandei”.

Os investigadores também apontam indícios de pagamentos mensais, aquisição societária com grande desconto, custeio de despesas pessoais e recebimento de dinheiro em espécie. A PF afirma ainda que, em 2023, Daniel Vorcaro determinou a retirada de envelopes da casa do senador contendo minutas de projetos de lei de interesse particular. Os documentos teriam sido levados para um escritório indicado pelo banqueiro, revisados por pessoas ligadas a ele e depois devolvidos a um servidor do parlamentar.