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Os Estados Unidos não pretendem entrar em conflito direto no Estreito de Ormuz, mas deixaram claro que não vão permitir um bloqueio da rota marítima pelo Irã. A declaração foi feita nesta terça-feira (05/05) pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que classificou o país como “agressor” e reforçou que a prioridade é garantir a segurança da navegação comercial na região.
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Durante coletiva no Pentágono, Hegseth afirmou que o Irã vem, há anos, pressionando embarcações, atacando petroleiros e tentando impor cobranças ilegais para a passagem de navios. Segundo ele, esse tipo de ação é inaceitável em uma via internacional estratégica como o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial.
O secretário também detalhou o chamado “Projeto Liberdade”, anunciado pelo presidente Donald Trump. De acordo com ele, a iniciativa tem caráter defensivo, duração temporária e foco específico: proteger navios comerciais da ação iraniana. Ele ressaltou que a operação não tem relação direta com conflitos anteriores no Oriente Médio e busca apenas garantir o fluxo seguro de mercadorias.
Hegseth disse ainda que os EUA pretendem, em breve, transferir a responsabilidade pela segurança do estreito para países que mais utilizam a rota, como Coreia do Sul, Japão, Austrália e nações europeias. A expectativa é que esses países participem mais ativamente da proteção de suas próprias embarcações na região.
Sobre os recentes episódios de tensão, o secretário afirmou que as ações militares envolvendo forças americanas e iranianas dentro do “Projeto Liberdade” não foram consideradas uma violação do cessar-fogo. Já do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que ataques dos EUA contra embarcações do país rompem a trégua e indicou que o bloqueio na região pode continuar como forma de pressão.
Hegseth reforçou que o principal objetivo do governo Trump segue sendo impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear e negou que decisões dos EUA estejam sendo influenciadas por Israel. Ele também informou que duas embarcações comerciais já cruzaram o Estreito de Ormuz com escolta militar americana desde o início da operação, que segue com caráter temporário.







