Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Moraes dá prazo à PGR para analisar investigação da PF contra o influenciador Monark

Apuração envolve possíveis descumprimentos de decisões judiciais e conteúdos publicados em redes sociais
Moraes dá prazo à PGR para analisar investigação da PF contra o influenciador Monark
Moraes dá prazo à PGR para analisar investigação da PF contra o influenciador Monark - Foto: Folhapress

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, abriu nesta quarta-feira (29/04) um prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República analisar o relatório da Polícia Federal sobre o influenciador Bruno Aiub. A decisão foi tomada após a PF apontar que Monark segue fazendo ataques às urnas eletrônicas. O documento foi elaborado com base em vídeos e gravações enviados pelo TikTok e investiga possível descumprimento de decisões judiciais, já que o influenciador continua criticando o Tribunal Superior Eleitoral e o próprio STF.

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No relatório, a PF afirma que o investigado faz declarações públicas frequentes questionando a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Os investigadores também destacam que há críticas diretas às decisões do ministro relator, o que reforça a linha de apuração sobre desobediência judicial.

O envio do material ocorre após a prorrogação do inquérito. Em 22 de abril, Moraes autorizou mais 60 dias para a investigação, que inicialmente teria 30 dias. O pedido partiu do delegado Fábio Fajngold, que relatou dificuldades técnicas para acessar todos os arquivos digitais, devido a limitações no sistema do STF, o que exigiu mais tempo para concluir o trabalho com precisão.

A investigação contra Monark começou depois dos atos de 8 de janeiro de 2023. Na época, as contas do influenciador foram bloqueadas por ordem judicial, sob suspeita de incentivar crimes contra os Três Poderes. A restrição durou até o início de 2025, quando Moraes determinou o desbloqueio, mantendo apenas a obrigação de remover conteúdos considerados irregulares.

Monark ganhou notoriedade como cofundador do Flow Podcast e ajudou a popularizar os videocasts no país. Ele deixou o projeto após polêmicas envolvendo declarações, incluindo falas em defesa da existência de um partido nazista e do direito a discursos antissemitas. O episódio gerou críticas nas redes sociais, reação de entidades como a Confederação Israelita do Brasil, perda de patrocinadores e a retirada de conteúdos. O influenciador pediu desculpas e deixou a sociedade da empresa em meio a investigações sobre possível apologia ao nazismo e discriminação.