Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Ministério Público Eleitoral denuncia Lucas Ganem por fraude eleitoral e pede perda do cargo em Belo Horizonte

Investigação aponta uso de endereço falso para candidatura em 2024 e inclui pedido de cassação, multa milionária e suspensão dos direitos políticos
Ministério Público Eleitoral denuncia Lucas Ganem por fraude eleitoral e pede perda do cargo em Belo Horizonte
Ministério Público Eleitoral denuncia Lucas Ganem por fraude eleitoral e pede perda do cargo em Belo Horizonte - Foto: Dara Ribeiro/ CMBH

Ouça este conteúdo

0:00

O Ministério Público Eleitoral denunciou o vereador Lucas Ganem (MDB) por fraude eleitoral e pediu a perda do cargo. A acusação, apresentada nesta terça-feira (28/04), aponta que o parlamentar teria declarado um endereço falso à Justiça Eleitoral para disputar as eleições de 2024. A Polícia Federal concluiu o inquérito no início do mês e indiciou o vereador.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

Segundo a denúncia, as investigações indicam que Ganem nunca morou no endereço informado como domicílio eleitoral. O proprietário do imóvel afirmou à polícia que apenas cedeu o local como ponto de apoio para recebimento de correspondências ligadas a um projeto social, sem saber que o endereço seria usado para fins eleitorais.

O Ministério Público também cita diligências feitas por agentes da Polícia Federal, que ouviram moradores e vizinhos da residência. De acordo com o documento, todos relataram que o vereador nunca viveu no local nem foi visto por ali.

Ainda conforme a denúncia, o próprio parlamentar teria admitido, em depoimento, que só passou a morar em Belo Horizonte após ser eleito, entre novembro e dezembro de 2024. Antes disso, ele se hospedava em hotéis ou imóveis alugados por temporada, sem residência fixa ou vínculos familiares na cidade.

O MPE sustenta que houve intenção deliberada de fraudar a legislação eleitoral para viabilizar a candidatura, descumprindo a exigência de domicílio na circunscrição. Além da condenação, o órgão pede a perda do mandato, a suspensão dos direitos políticos por dez anos e o pagamento de R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos à Câmara Municipal de Belo Horizonte.