Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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IPCA-15 acelera em abril com alta de alimentos e combustíveis

Prévia da inflação sobe para 0,89% puxada por alimentação e transportes e acumula 4,37% em 12 meses dentro da meta mesmo com pressão nos preços
IPCA-15 acelera em abril com alta de alimentos e combustíveis
IPCA-15 acelera em abril com alta de alimentos e combustíveis - Foto: Reprodução

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O IPCA-15, prévia da inflação oficial do Brasil, acelerou para 0,89% em abril, impulsionado principalmente pelos preços de alimentos e combustíveis. Apesar da alta em relação a março (0,44%), o resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que esperavam cerca de 0,99%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28/04). O índice é um dos principais termômetros da inflação no país e serve como sinalização do comportamento do IPCA cheio.

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Com o resultado de abril, o IPCA-15 acumula alta de 4,37% nos últimos 12 meses, acima dos 3,9% registrados até março. Mesmo com a aceleração, a inflação segue dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% para 2026, com limite máximo de 4,5%. O acompanhamento agora é contínuo, considerando sempre o acumulado em 12 meses.

Entre os grupos que mais pesaram no bolso do consumidor, alimentação e bebidas lideraram com alta de 1,46%, seguidos por transportes, que subiram 1,34%. Juntos, esses dois setores responderam por cerca de 65% do avanço do índice no mês. Outros grupos também tiveram aumento, mas com menor impacto, como saúde (0,93%) e vestuário (0,76%).

Dentro da alimentação, o maior impacto veio dos produtos consumidos em casa, que passaram de alta de 1,1% em março para 1,77% em abril. Alguns itens registraram aumentos expressivos, como cenoura (25,43%), cebola (16,54%) e leite longa vida (16,33%). Por outro lado, produtos como maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%) tiveram queda e ajudaram a conter um pouco a inflação do grupo.

No caso dos transportes, o avanço foi puxado principalmente pelos combustíveis. A alta do grupo saiu de 0,21% em março para 1,34% em abril, refletindo o aumento nos preços do diesel e da gasolina. O movimento está ligado ao cenário internacional, especialmente aos impactos de tensões no Oriente Médio, que pressionam os preços do petróleo e acabam influenciando a inflação no Brasil.