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A apreensão de 30 toneladas de carne e a interdição de uma fábrica do Ao Gosto, no bairro Sagrada Família, na região Leste de Belo Horizonte, marcaram uma operação realizada nesta terça-feira (17/03). A ação, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em conjunto com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), identificou que o estabelecimento operava sem registro nos órgãos competentes para produção e comercialização de produtos de origem animal. Além disso, segundo o IMA, a unidade não possuía autorização sanitária adequada, o que motivou a interdição imediata.
A operação teve início após uma denúncia anônima encaminhada pela Ouvidoria-Geral do Estado. A partir disso, os fiscais verificaram que a empresa não tinha registro no IMA nem no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ainda conforme o órgão, o local funcionava apenas com alvará para comércio varejista, enquanto, na prática, realizava atividades industriais, o que é incompatível com a autorização vigente.
Durante a fiscalização, também foram encontradas outras irregularidades. Entre elas, a ausência de selo de inspeção sanitária, o uso de rótulos com dados de outra unidade da empresa e a existência de produtos sem comprovação de origem. Além disso, os agentes identificaram o processamento de diferentes itens, como carnes in natura e temperadas, embutidos, hambúrgueres e carne moída, comercializados sob marca própria, tanto refrigerados quanto congelados.
A ação contou ainda com a participação do Procon-MG, da Vigilância Sanitária Municipal de Belo Horizonte (Visa) e da Guarda Civil Municipal. Conforme o IMA, todo estabelecimento que processa produtos de origem animal precisa estar registrado em um serviço de inspeção, seja municipal, estadual ou federal, como determina a legislação sanitária.
Após a interdição, os produtos apreendidos permaneceram no local e deverão ser inutilizados sob acompanhamento do IMA. Em nota, o Ao Gosto afirmou que a fiscalização se refere a questões burocráticas e à necessidade de ajustes documentais. A empresa também declarou que não houve questionamentos sobre a qualidade dos produtos e informou que as lojas seguem funcionando normalmente, enquanto as adequações estão sendo providenciadas.







