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Um novo terremoto na Venezuela voltou a assustar moradores nesta sexta-feira (10/07). O tremor de magnitude 3,9 foi registrado no norte do país e provocou a evacuação de prédios em Caracas por medida de segurança. Segundo a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (Funvisis), não há registro de vítimas nem de danos materiais. O abalo ocorreu às 10h53 no horário local (11h53 em Brasília), com profundidade de 5,5 quilômetros e epicentro localizado a 10 quilômetros a nordeste de Naiguatá, no estado de La Guaira.
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Após o tremor, dezenas de pessoas deixaram edifícios comerciais na capital venezuelana. Também houve relatos de evacuações em prédios dos bairros La Candelaria, Los Ruices, Plaza Venezuela e Chacao. Como parte dos protocolos de segurança, administradores orientaram moradores e trabalhadores a permanecerem nas áreas externas até que a situação fosse considerada segura.
O novo abalo acontece pouco mais de duas semanas após o terremoto duplo que atingiu a Venezuela em 24 de junho. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e deixaram um cenário de destruição. Segundo dados atualizados pelo governo venezuelano, o número de mortos chegou a 4.118, enquanto 16.740 pessoas ficaram feridas e 17.907 seguem desabrigadas.
A situação humanitária continua preocupante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a falta de saneamento básico e o acesso limitado à água potável aumentam o risco de surtos de doenças como cólera, infecções intestinais, tuberculose, síndromes respiratórias, tétano e sarampo. Mais de 80 abrigos públicos foram abertos para receber os atingidos, mas muitos seguem superlotados. Em La Guaira, uma das áreas mais afetadas, cerca de 300 vítimas foram enterradas sem identificação formal, embora as autoridades tenham coletado e armazenado material genético para permitir o reconhecimento pelos familiares no futuro.







