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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/05) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso envolve suspeitas de movimentações financeiras milionárias, uso de empresas como fachada e repasses atribuídos à estrutura da facção criminosa.
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Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva. Entre os alvos está Marco Herbas Camacho (Marcola), conhecido como Marcola, apontado como principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que já está preso. Também foram citados na investigação familiares dele e um operador financeiro identificado como Everton de Souza, apelidado de “Player”. Segundo o Ministério Público, uma empresa de transportes teria sido usada como braço financeiro para movimentar valores ligados ao grupo e à rede investigada.
As investigações começaram em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que detalhavam a rotina interna da facção e mencionavam uma “mulher da transportadora” envolvida em possíveis levantamentos de informações. A partir disso, a polícia identificou uma empresa de transportes em Presidente Venceslau ligada à família de Marcola, que passou a ser investigada por suspeitas de servir como estrutura para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O material levou à operação batizada de “Lado a Lado”, que apontou movimentações financeiras sem justificativa e crescimento patrimonial incompatível com a atividade declarada.
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Em uma das etapas da apuração, a análise de um celular apreendido abriu uma nova frente de investigação. O conteúdo indicou conversas com pessoas ligadas à cúpula do PCC e possíveis repasses financeiros, além de conexões com Deolane Bezerra. Em seguida, a perícia em outro aparelho reforçou indícios de vínculos pessoais e negociais entre a influenciadora e investigados ligados à transportadora, o que deu origem à fase “Operação Vérnix”. Segundo os investigadores, o esquema envolvia uso de empresas, circulação de valores de origem não esclarecida e aquisição de bens de alto valor para dar aparência de legalidade às operações financeiras.
As apurações também apontam a utilização de estruturas empresariais sucessivas e movimentações bancárias milionárias consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, além de bloqueios judiciais que ultrapassam R$ 327 milhões e apreensão de veículos e imóveis ligados ao grupo investigado.







