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Moradores de pelo menos cinco capitais brasileiras foram surpreendidos na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20) por um alerta exibido em celulares com a palavra “misantropia”. A mensagem apareceu com o mesmo som e formato dos alertas extremos usados em situações de emergência, causando preocupação entre usuários de cidades como Curitiba, São Paulo, Brasília, Rio Branco e Rio de Janeiro. O caso rapidamente viralizou nas redes sociais e levou milhares de pessoas a procurar o significado do termo.
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Nem todos os aparelhos receberam a notificação. O episódio chamou ainda mais atenção porque situações semelhantes já haviam sido registradas anteriormente em Curitiba e Brasília. Com a repercussão, “misantropia” passou a figurar entre os assuntos mais comentados da internet, enquanto internautas tentavam descobrir a origem do alerta e o motivo do disparo.
A palavra “misantropia” é usada para definir aversão, desconfiança ou uma visão negativa em relação à humanidade. O termo não tem ligação com fenômenos climáticos, desastres naturais ou qualquer outro tipo de emergência, o que aumentou a estranheza em torno da mensagem recebida por milhões de pessoas.
A Defesa Civil de São Paulo informou que não foi responsável pelo envio do alerta. Segundo o órgão, a tecnologia Cell Broadcast, utilizada para os alertas severos e extremos, é administrada pela Anatel. A Defesa Civil afirmou ainda que está em contato com a agência reguladora para apurar o caso e reforçou que nenhum aviso desse tipo foi emitido por seus agentes.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou à Polícia Federal que os alertas falsos partiram de contas vinculadas a dois agentes da Defesa Civil do Pará. Ao todo, foram identificados dez envios indevidos por diferentes canais, incluindo SMS, WhatsApp, TV por assinatura, Google Alertas Públicos e Cell Broadcast. As mensagens continham termos como “misantropia”, “misantropo” e até referência a “ataque alienígena”. A principal suspeita é de que hackers tenham utilizado credenciais de servidores para acessar a plataforma de alertas públicos e realizar os disparos. O caso passou a ser investigado pela Polícia Federal.







