Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Privatização da Copasa avança em Minas com regras para investidores e venda de ações do estado

Governo define critérios para compra de 30% da estatal, prevê limite de poder entre acionistas e abre entrega de propostas na bolsa até maio
Foto: Copasa/ Divulgação

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O governo de Minas Gerais avançou no processo de privatização da Copasa ao divulgar um manual com exigências para empresas e consórcios interessados em assumir participação na estatal. O documento detalha os critérios para escolha de um investidor de referência, que deverá adquirir 30% do capital da companhia. As propostas devem ser entregues entre os dias 24 de abril e 8 de maio na bolsa brasileira B3, responsável por analisar se os candidatos atendem às exigências, como regularidade fiscal e trabalhista.

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A estratégia do governo é atrair grupos com capacidade financeira e experiência no setor de infraestrutura, tanto do Brasil quanto do exterior. A venda será feita por meio de uma oferta pública secundária de ações, ou seja, não haverá emissão de novos papéis, apenas a negociação de ações já existentes. Com isso, os recursos arrecadados irão diretamente para os cofres do Estado, e não para o caixa da empresa.

Caso haja um investidor de referência interessado, o Estado poderá manter uma participação de até 5% na Copasa. Por outro lado, se não houver interessados na compra dos 30%, o governo poderá vender toda a sua fatia na companhia. Nesse cenário, a empresa passaria a ter capital pulverizado, sem um controlador definido e sem gestão estatal direta.

Mesmo com a possível entrada de um grande investidor, o modelo prevê limites de poder. O estatuto da Copasa deverá estabelecer um teto de 45% para direito de voto, impedindo que um único acionista concentre decisões sem a participação dos demais. A medida busca evitar controle absoluto da empresa por um único grupo.

A privatização foi autorizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em dezembro de 2025 e sancionada no mesmo mês. Antes disso, uma proposta aprovada pelos deputados retirou a obrigatoriedade de consulta popular para a venda. Já neste mês, o Tribunal de Contas do Estado permitiu a continuidade das etapas do processo, mas determinou que a conclusão da venda só poderá ocorrer após decisão definitiva da Corte.