Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Irã rejeita plano de paz dos Estados Unidos e impõe condições para encerrar guerra

Teerã apresenta contraproposta, critica termos americanos e afirma que decisão sobre o fim do conflito dependerá de suas próprias exigências
Irã rejeita plano de paz dos EUA
Irã rejeita plano de paz dos EUA - Foto: Reuters

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O Irã rejeitou o plano de paz dos Estados Unidos nesta quarta-feira (25/03) e apresentou uma contraproposta com condições para encerrar o conflito. Segundo a estatal Press TV, Teerã considerou a proposta norte-americana “excessiva e desconectada da realidade”. Além disso, o governo iraniano afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não será responsável por definir o fim da guerra. Com isso, o país deixou claro que só aceitará um acordo dentro de seus próprios termos.

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De acordo com a Press TV, o governo iraniano declarou que a guerra será encerrada apenas quando suas condições forem atendidas. Nesse sentido, autoridades do país apresentaram cinco exigências principais. Entre elas, estão a interrupção total da “agressão e dos assassinatos” por parte do “inimigo” e a criação de mecanismos que impeçam a retomada do conflito. Além disso, o Irã também cobra compensações pelos danos causados durante a guerra.

Ao mesmo tempo, a contraproposta inclui o fim dos confrontos em todas as frentes e para todos os grupos aliados na região. Outro ponto destacado é a garantia do que o país chama de exercício de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz. Ainda segundo autoridades iranianas, essas condições se somam a outras já apresentadas anteriormente durante negociações realizadas em Genebra, poucos dias antes de ataques envolvendo Estados Unidos e Israel.

Por outro lado, o plano apresentado pelos Estados Unidos possui 15 pontos e aborda temas centrais como o programa nuclear e os mísseis balísticos iranianos. Entre as propostas, estão o compromisso de não desenvolver armas nucleares, a limitação do alcance e da quantidade de mísseis e a desativação de usinas de enriquecimento de urânio em Natanz, Isfahan e Fordow.

Além disso, o documento norte-americano também prevê o fim do financiamento a grupos aliados do Irã na região, como Hamas e Hezbollah, e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. No entanto, diante da rejeição de Teerã, o cenário de negociação segue indefinido, com as duas partes mantendo posições distantes sobre os termos para encerrar a guerra.