Belo Horizonte, 11 de março de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Últimas notícias

EUA consideram PCC e CV como ameaças significativas à segurança regional

Declaração do Departamento de Estado aumenta tensão diplomática enquanto governo Lula teme impactos à soberania e possíveis sanções internacionais contra o Brasil
EUA consideram PCC e CV como ameaças significativas à segurança regional
EUA consideram PCC e CV como ameaças significativas à segurança regional - Foto: Roberto Schmidt/Getty Images/AFP

Ouça este conteúdo

0:00

O governo dos Estados Unidos afirmou que considera as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) ameaças à segurança regional, principalmente por causa da atuação no narcotráfico. No entanto, até o momento, o país não confirmou se pretende classificar os grupos como organizações terroristas, decisão que preocupa o governo brasileiro e pode ter impactos diplomáticos e políticos.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou em comunicado divulgado nesta terça-feira (10/03), que acompanha a atuação dessas organizações criminosas e reconhece a gravidade de suas atividades. Segundo um porta-voz, “Os Estados Unidos consideram as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com o narcotráfico, a violência e o crime transnacional”. Ainda assim, o órgão ressaltou que não comenta antecipadamente possíveis classificações formais como grupos terroristas.

Apesar disso, o governo americano reforçou que segue comprometido em agir contra organizações estrangeiras envolvidas em terrorismo. “Não adiantamos possíveis designações terroristas nem sobre deliberações a respeito de designações terroristas. Estamos totalmente comprometidos em tomar as medidas cabíveis contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado.

A declaração ocorre dois dias após uma conversa entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Nos bastidores, o governo brasileiro avalia que o discurso pode ter mais caráter político do que indicar uma decisão concreta, mas prefere tratar o assunto com cautela nas negociações diplomáticas.

Ainda assim, a possibilidade de os Estados Unidos classificarem PCC e CV como organizações terroristas preocupa o governo Lula. A avaliação é de que uma decisão unilateral poderia gerar consequências graves para o Brasil. Entre os principais temores está a abertura de brechas para sanções internacionais e até justificativas para intervenções externas, além de possíveis impactos financeiros e diplomáticos que poderiam afetar a soberania nacional.