Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Senador Weverton Rocha é alvo de operação da PF por fraudes no INSS

Ação resultou na prisão do secretário-executivo da Previdência, afastamento do cargo e mira outros integrantes do esquema
Senador Weverton Rocha é alvo da PF por fraudes no INSS
Senador Weverton Rocha é alvo da PF por fraudes no INSS - Foto: Carlos Moura/ Agência Senado

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/12), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, com prejuízo que pode chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Entre os alvos estão o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, que foi afastado do cargo, teve prisão domiciliar decretada, uso de tornozeleira eletrônica e, após a operação, foi exonerado por determinação do ministro Wolney Queiroz. Além disso, a PF prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, já preso desde setembro pelo mesmo esquema, e Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis.

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A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve o sigilo da decisão retirado nesta quinta pelo ministro André Mendonça. Conforme o despacho, a PF chegou a solicitar as prisões de Weverton Rocha e de Adroaldo Portal, porém a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra essas prisões. Diante disso, Mendonça autorizou apenas mandados de busca e apreensão contra o senador, enquanto determinou o afastamento e a prisão domiciliar de Adroaldo Portal, considerando sua condição de pessoa com deficiência, que exige cuidados contínuos e, segundo a decisão, não poderia ser adequadamente atendida no sistema prisional.

Ainda de acordo com as investigações, a Polícia Federal aponta que Weverton Rocha teria atuado como beneficiário final, descrito como “sócio oculto”, de operações financeiras estruturadas pela organização criminosa. Segundo a decisão, ele teria recebido recursos ou benefícios por meio de interpostas pessoas, incluindo assessores parlamentares, além de manter vínculos estreitos com os principais investigados. Para os investigadores, o senador funcionaria como um “sustentáculo político”, o que ampliaria a capacidade de influência e a blindagem institucional do grupo envolvido nas fraudes contra o INSS.

Nesta fase, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. Em nota, o senador Weverton Rocha afirmou que “recebeu com surpresa a busca na sua residência, mas com serenidade, e se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral à decisão”.