Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Bruno Henrique vira réu por estelionato após decisão do TJDFT sobre manipulação de cartão no Brasileirão

Ação penal foi restabelecida pelo MPDFT e aponta que o atacante teria forçado um cartão amarelo para favorecer apostadores
Bruno Henrique vira réu por estelionato
Bruno Henrique vira réu por estelionato - Foto: Vinícius Schmidt

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O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, tornou-se réu por estelionato após a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios aceitar, de forma unânime, o recurso do MPDFT. A Corte decidiu restabelecer toda a denúncia, que aponta que o jogador teria forçado um cartão amarelo em jogo contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023, para ajudar apostadores. Como prevê o artigo 171 do Código Penal, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.

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A Justiça havia recebido inicialmente apenas a acusação por manipulação de resultado esportivo, porém o recurso do Ministério Público reabriu a denúncia completa. Em julho, o atleta e o irmão dele, Wander Nunes Pinto Júnior, já tinham virado réus por fraude relacionada a apostas esportivas dentro da mesma investigação.

A defesa do jogador informou que vai recorrer e demonstrou descontentamento com a nova decisão. Em nota, afirmou: “A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância. Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia.”

Na área esportiva, o jogador já havia sido analisado pelo STJD, que concluiu que o cartão amarelo diante do Santos foi premeditado e aplicou multa de R$ 100 mil. O atleta não foi suspenso e acabou absolvido dos artigos 243 e 243-A, porque o tribunal entendeu que ele não tentou beneficiar esquemas ligados ao irmão.

O processo criminal continua em andamento, enquanto a defesa trabalha em novos recursos para tentar reverter a decisão que colocou o atacante como réu.