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Um homem polonês de 32 anos foi preso preventivamente em um apartamento de luxo em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeito de abuso sexual contra a própria companheira, de 33 anos, que está em estado vegetativo. A Polícia Civil, responsável pela investigação, afirma que os abusos aconteciam durante os banhos dados pelo suspeito. Além disso, ele teria medicado a vítima sem formação médica e ameaçado a sogra enquanto tentava levá-la para a Polônia.
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De acordo com a delegada Mellina Clemente, a vítima ficou totalmente dependente após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um procedimento médico, que resultou em grave lesão cerebral. Ela passou a usar fraldas, não consegue se comunicar e precisa de cuidados integrais. A investigação começou depois que a mãe teve acesso a dispositivos eletrônicos da filha e encontrou um diário relatando um relacionamento abusivo e episódios de violência psicológica. A delegada explicou que a mulher já demonstrava interesse em terminar o relacionamento antes do agravamento de sua saúde.
A Polícia Civil também apurou que o suspeito insistia em levar a companheira para a Polônia, alegando que o sistema de saúde brasileiro não tinha condições de tratá-la. Segundo a delegada, ele passou a ameaçar a sogra e dizia que teria direito exclusivo aos cuidados. Mesmo em estado vegetativo, a vítima conseguia reagir minimamente e sofria convulsões ao ouvir que seria afastada da mãe. As suspeitas aumentaram após o homem realizar um procedimento de sucção na traqueia da vítima sem qualquer formação, o que a levou ao hospital para cirurgia, levantando alerta da equipe médica sobre possíveis maus-tratos.
A família instalou câmeras no apartamento após descobrir que o suspeito também dava medicamentos vindos da Polônia sem qualquer orientação profissional. Uma cuidadora procurou a família relatando preocupação, já que o homem passou a impedir a presença das profissionais no momento do banho, mesmo assim, uma das cuidadoras conseguiu visualizar o homem abusando sexualmente da vítima. Depois disso, a família instalou câmeras no banheiro, mas o suspeito virou o equipamento para não ser filmado. Uma nova câmera foi instalada, impossibilitando o movimento, e ele então parou de dar banho na vítima.
O pedido de prisão preventiva foi solicitado diante do risco de fuga. A delegada informou que, ao chegar ao local, a equipe encontrou malas e diversos objetos encaixotados, indicando possível tentativa de deixar o país. O suspeito negou todas as acusações e alegou que é alvo de uma armação. A Justiça acatou as medidas protetivas para a vítima e para a mãe.







