Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Primeiro-ministro da Malásia defende retorno de chicotadas como forma de disciplina escolar

Anwar Ibrahim afirma que punições físicas podem ser retomadas em escolas, desde que sigam regras rígidas e sejam aplicadas com responsabilidade
Foto: Governo de São Paulo

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O primeiro-ministro da Malásia, Datuk Seri Anwar Ibrahim, defendeu a volta das punições com chicotadas em escolas para alunos desobedientes. A declaração foi feita na quinta-feira (23/10), em entrevista à agência estatal Bernama. Segundo ele, a aplicação de castigos físicos deve ser reconsiderada, mas apenas sob condições rigorosas e com supervisão adequada. O premiê afirmou que a medida precisa seguir regras claras para evitar abusos e não deve ocorrer em público.

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Anwar, que também já ocupou o cargo de ministro da Educação, destacou que sua defesa da punição é uma opinião pessoal, e não uma política oficial do governo. Ele explicou que o tema deve ser avaliado pelo Ministério da Educação, com apoio da Comissão de Direitos Humanos da Malásia, para garantir que qualquer decisão seja tomada de forma responsável. O líder reforçou ainda que as punições, se adotadas, devem ser limitadas a pequenos castigos, como leves chicotadas na mão, e sempre em ambiente controlado.

Durante a conversa com ministros, Anwar lembrou que já utilizou a punição física quando era professor, mas de maneira controlada e sem excessos. “A punição poderia ser na mão, mas não de forma abusiva nem pública”, declarou. Ele reiterou que o foco deve estar na disciplina dos estudantes, sem que o ato se torne uma forma de violência. O primeiro-ministro também mencionou que as discussões sobre o tema precisam envolver educadores e especialistas em direitos humanos.

De acordo com Anwar, muitos pais e professores ainda apoiam o uso de punições físicas, desde que sejam aplicadas com critérios e sob acompanhamento. Apesar da resistência de grupos de direitos humanos, que consideram o castigo uma forma de abuso infantil, o premiê acredita que a prática pode continuar sendo relevante se for conduzida com responsabilidade e dentro de limites éticos.