Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Israel deporta Greta Thunberg e mais de 170 ativistas que participavam de flotilha a Gaza

Ativistas foram interceptados pelo governo israelense enquanto tentavam levar ajuda humanitária e chamar atenção para o sofrimento em Gaza
Israel deporta Greta Thunberg
Israel deporta Greta Thunberg

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O governo de Israel deportou nesta segunda-feira (06/10) a ativista sueca Greta Thunberg e outros 170 ativistas detidos após a flotilha com mais de 40 barcos rumo à Faixa de Gaza ter sido interceptada por tropas israelenses. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, “mais 171 provocadores da flotilha Hamas–Sumud, incluindo Greta Thunberg, foram deportados de Israel para a Grécia e a Eslováquia. Todos os direitos legais dos participantes deste espetáculo de relações públicas foram e continuarão sendo plenamente respeitados”.

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Entre os detidos, há 13 brasileiros ainda em Israel, segundo informações do Itamaraty. Os brasileiros estão no centro de detenção em Ketziot, no deserto de Negev, o maior do país em área territorial. Na última sexta-feira (03), representantes da embaixada brasileira em Tel Aviv se reuniram com os detidos em dois encontros separados, um com homens e outro com mulheres, confirmando que todos estão em boas condições de saúde.

Horas após a deportação, Greta Thunberg chegou à Grécia, onde foi recebida por apoiadores no aeroporto de Atenas e fez um discurso. A ativista explicou que participou da flotilha para chamar atenção para a situação em Gaza porque “ninguém foi acudir o povo palestino”. Ela também pediu que líderes mundiais e pessoas com poder usem suas plataformas para “deixarem de ser coniventes” e se posicionem.

O governo israelense, que mantém bloqueio terrestre, marítimo e aéreo em Gaza, afirmou que os ativistas deportados nesta segunda-feira são de várias nacionalidades europeias e dos Estados Unidos. Israel já deportou cerca de 340 ativistas de quase 450 detidos e busca concluir o processo “o mais rápido possível”, mesmo diante de tentativas de obstrução. Apenas cinco dos 13 brasileiros detidos manifestaram interesse em assinar documento para agilizar a deportação; os demais passarão por processo judicial antes de serem liberados.

A flotilha tinha como objetivo levar ajuda humanitária aos palestinos em Gaza e chamar atenção internacional para o sofrimento causado pela guerra entre Israel e Hamas, que completa dois anos nesta terça-feira (07).