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A Prefeitura de Porto Alegre confirmou nesta terça-feira (17/02) o primeiro caso de Mpox em 2026 na capital gaúcha e emitiu alerta para o Carnaval. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente mora na cidade, porém contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a variante identificada nem sobre o estado de saúde da pessoa diagnosticada. Em 2025, Porto Alegre registrou 11 casos da doença.
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Além disso, a Vigilância Epidemiológica reforçou orientações de prevenção, principalmente diante das festas de Carnaval. Segundo a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício do órgão, é importante que foliões observem o próprio corpo antes de sair para eventos. “Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na área genital, boca, mãos e pés antes de sair”, alertou.
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, os primeiros sintomas da Mpox incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e gânglios inchados (ínguas). Em seguida, surgem lesões na pele. Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico e adotar isolamento domiciliar. Além disso, pessoas com sintomas não devem frequentar blocos nem manter contato íntimo ou sexual. O período de incubação do vírus varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias.
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Entre as medidas preventivas recomendadas estão a higienização frequente das mãos, evitar compartilhar objetos pessoais e utilizar máscara, quando necessário. Em âmbito nacional, o cenário também registra novos casos em 2026. Em janeiro, o estado de São Paulo confirmou 43 casos a partir de 161 notificações suspeitas, distribuídos por municípios como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a capital paulista.
A Mpox ganhou destaque internacional durante o surto de 2024, quando a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional, o nível máximo de alerta da entidade. Naquele período, o Brasil chegou a ocupar a segunda posição no ranking global de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, embora não estivesse entre os países com maior número de mortes. O status de emergência foi suspenso em setembro de 2025, após a redução consistente das infecções no mundo.







