Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Câmara aprova urgência para projeto sobre anistia

Sessão tem protestos com gritos de sem anistia enquanto aliados comemoram avanço do texto que pode incluir Bolsonaro
Câmara aprova urgência para projeto de anistia a golpistas
Câmara aprova urgência para projeto de anistia a golpistas

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (17/09), o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2162/2023, que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão acelera a tramitação do texto, permitindo que ele seja votado diretamente em plenário, sem passar pelas comissões. O resultado foi de 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções, em uma sessão marcada por protestos e comemorações.

Durante a votação, deputados contrários à proposta gritaram palavras de ordem como “sem anistia”, enquanto aliados do governo e da oposição se dividiram em torno do tema. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar a votação após reunião com líderes partidários no mesmo dia. Segundo ele, o requerimento busca acelerar o debate em torno de um dos temas mais polêmicos do Congresso.

Ao anunciar o resultado, Motta defendeu a medida como forma de tentar reduzir tensões no país. “O Brasil precisa de pacificação. Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito. Há temas urgentes à frente e o país precisa andar”, declarou o presidente da Câmara. Ele informou ainda que designará um relator para articular um texto substitutivo capaz de receber apoio da maioria da Casa.

O projeto de anistia é de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O texto prevê o perdão para os participantes de manifestações de motivação política realizadas entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei. Já os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem que a medida também alcance o próprio Bolsonaro, condenado na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão.