Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Trump diz que Putin e Zelensky não se dão bem e compara líderes a elementos que não se misturam

Presidente dos EUA revela bastidores tensos da relação entre os líderes de Rússia e Ucrânia em meio à guerra no Leste europeu

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com “azeite e vinagre” ao dizer que eles não se dão bem. Segundo Trump, “eles não se dão bem por razões óbvias, mas vamos ver se vão trabalhar juntos”. O líder americano ressaltou que, mesmo com as diferenças, os presidentes devem se sentar à mesa para buscar um acordo de paz.

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Trump afirmou ainda que prefere não participar de uma possível reunião entre Putin e Zelensky, defendendo que eles mesmos conduzam a negociação. “Prefiro não estar. Prefiro que eles se reúnam e vejam o que podem fazer. Mas, enquanto isso, eles continuam a lutar e a matar pessoas, o que é muito estúpido”, declarou.

De acordo com informações da agência Reuters, baseadas em fontes próximas ao governo russo, Putin está disposto a assinar um acordo de paz desde que a Ucrânia aceite abrir mão de todo o Donbass. Além disso, Moscou exige garantias de que o país vizinho não ingressará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nem permitirá tropas ocidentais em seu território. As exigências, porém, colidem com o que Trump declarou ter conseguido em sua reunião no Alasca com Putin na semana passada, quando afirmou que a Ucrânia ficaria “com muito território” após o fim da guerra.

O Donbass, formado pelas regiões de Donetsk e Luhansk, é hoje controlado em cerca de 88% pelas tropas russas, segundo estimativas de fontes abertas e dados dos EUA. Moscou também ocupa 73% de Zaporizhzhia e Kherson. Apesar disso, Zelensky já afirmou que não abrirá mão do Donbass, porque isso significaria, segundo ele, abrir caminho para uma expansão territorial russa até a Europa. Fontes russas afirmaram à Reuters que, embora Putin tenha recuado das exigências feitas em junho de 2024, que incluíam Kherson e Zaporizhzhia, manteve a condição de retirada total da Ucrânia das áreas que ainda controla no Donbass. Em troca, a Rússia interromperia as atuais linhas de frente em Zaporizhzhia e Kherson.