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Belo Horizonte já soma 106 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, incluindo quatro crianças, em meio ao avanço das doenças respiratórias na capital. O aumento dos casos também pressiona o sistema de saúde. Foram 4.547 pedidos de internação, sendo 1.188 para o público infantil, além de 135.080 atendimentos por sintomas respiratórios entre janeiro e abril, com 32.977 ocorrências envolvendo crianças de 0 a 9 anos.
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Diante do cenário, a Prefeitura decretou, no dia 10 deste mês, situação de emergência em saúde pública. Desde então, a demanda nas unidades tem crescido, especialmente nas UPAs e centros de saúde, que concentram o atendimento de pacientes com sintomas gripais e quadros mais graves.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha diariamente a situação epidemiológica e ativou um plano de enfrentamento para ampliar a assistência. Segundo o órgão, a estratégia prevê abertura gradual de leitos e reforço na rede para evitar agravamentos e mortes.
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Como parte das medidas, foram abertos 10 novos leitos pediátricos no Hospital Odilon Behrens. Ao todo, as nove UPAs e os 153 centros de saúde da capital já ultrapassaram os 135 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias neste ano, refletindo a alta circulação de vírus nesse período.
A orientação da prefeitura é que pacientes com sintomas leves, como coriza, tosse e dor de garganta, procurem os centros de saúde ou utilizem teleconsultas disponíveis para maiores de 2 anos, de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h. Já os casos mais graves devem ser direcionados às UPAs, que funcionam 24 horas. A ampliação da vacinação contra a gripe depende de diretrizes do Ministério da Saúde.







