Ouça este conteúdo
O senador Magno Malta (PL-ES) tentou visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, no Distrito Federal, no dia 17 de janeiro, mas foi impedido por não ter autorização do STF. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o parlamentar queria entrar na área de custódia para conhecer a cela onde Bolsonaro está preso e, além disso, realizar uma oração no local. O episódio foi relatado em ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (22).
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
De acordo com a PMDF, os agentes informaram a Magno Malta que qualquer visita ao ex-presidente depende de autorização expressa do Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, o senador questionou se seria possível fazer uma oração dentro da unidade prisional, porém foi avisado de que a assistência religiosa já havia sido definida pelo STF.
Atualmente, a autorização para prestar apoio religioso a Bolsonaro foi concedida apenas ao bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, e ao deputado distrital e pastor Thiago Manzoni (PL). Após cerca de 30 minutos de conversa com os policiais, Magno Malta deixou o local de forma voluntária, sem acessar as dependências internas da Papudinha.
- Leia mais: Nikolas Ferreira é criticado após se hospedar em hotel de luxo durante caminhada política
Bolsonaro pode receber visitas somente de Michelle Bolsonaro e dos filhos Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro, além da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva. As visitas estão autorizadas às quartas e quintas-feiras, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h ou 14h às 16h.
Ao Estadão, Magno Malta confirmou o episódio, mas afirmou que não tentou entrar na cela nem em áreas internas da Papudinha. Segundo o senador, sua ida ao local teve como único objetivo buscar informações sobre o estado de saúde e o bem-estar do ex-presidente, e sua conduta teria seguido os parâmetros legais.







