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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22/01) a criação do chamado Conselho da Paz, um novo órgão do governo americano que, segundo a própria gestão, terá atuação direta na Faixa de Gaza e pode esvaziar o papel da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e veio acompanhado de críticas à ONU e da apresentação de um plano de reconstrução do território palestino, batizado de “Nova Gaza”, que prevê uma ampla reformulação urbana.
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De acordo com o governo americano, o Conselho da Paz foi criado para supervisionar ações de paz e reconstrução em Gaza, mas, ao mesmo tempo, é visto por parte da comunidade internacional como uma tentativa de substituir a ONU. Durante a cerimônia, Trump afirmou que o conselho terá autonomia ampla. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump, que será o presidente vitalício do órgão e o único com poder de veto.
Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram integrar o conselho participaram do lançamento. Na ocasião, Trump assinou o documento que oficializa a criação do órgão, acompanhado de outros líderes que também colocaram suas assinaturas no palco. Entre eles estavam o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev; o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán; o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto; e a presidente do Kosovo, Vjosa Osmani. Nenhum grande aliado ocidental participou da cerimônia.
Durante o evento, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, discursou e afirmou que o novo órgão será “um conselho não só da paz, mas da ação”. O presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas, até o momento, ainda não respondeu ao convite feito pelo governo americano.
Em seu discurso, Trump classificou o lançamento como um “dia muito empolgante” e voltou a atacar a ONU. “Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, afirmou. Apesar das críticas, ele disse que o conselho manterá diálogo “com muitos outros, incluindo a ONU”, e reforçou que o foco inicial será a Faixa de Gaza, que, segundo ele, será “desmilitarizado e lindamente reconstruído”.







