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O empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi afastado de qualquer função ministerial na Igreja Batista da Lagoinha após ser alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A informação foi confirmada pela própria igreja em nota divulgada nesta quinta-feira (15/01). Zettel, que também atuava como pastor, foi preso preventivamente na quarta-feira (14), no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas acabou sendo solto horas depois.
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No comunicado oficial, a Igreja Batista da Lagoinha afirmou: “A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere.” Ainda segundo a instituição, desde novembro de 2025, Zettel já não exercia nenhuma função na igreja.
Além disso, a Lagoinha destacou que não possui controle sobre a vida pessoal ou profissional de seus frequentadores, reforçando que a participação em cultos não gera vínculo jurídico ou administrativo. A nota também menciona a disseminação de informações inverídicas e afirma que a igreja “adotará todas as medidas jurídicas cabíveis, incluindo ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime, bem como outras providências legais que se fizerem necessárias, a fim de resguardar sua honra, sua história e sua missão”. O texto não cita o pastor André Valadão, liderança da Lagoinha mencionada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) em declarações sobre a CPMI do INSS.
A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master, por meio de fundos de investimento. Além de Fabiano Zettel, foram alvos de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao banco, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. Por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, também houve bloqueio de R$ 5,7 milhões em bens.
Segundo a PF, os investigados são suspeitos de desviar recursos do sistema financeiro para enriquecimento pessoal. Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A operação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.







