Belo Horizonte, 7 de março de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Últimas notícias

Minas reduz pobreza ao menor nível histórico enquanto extrema pobreza ainda persiste

Dados do IBGE mostram queda expressiva da pobreza em 2024 e, ao mesmo tempo, revelam que o rendimento dos mineiros continua abaixo da média nacional
Minas reduz pobreza ao menor nível histórico enquanto extrema pobreza ainda persiste
Minas reduz pobreza ao menor nível histórico enquanto extrema pobreza ainda persiste - Foto: André Coelho/ Agência O Globo

Ouça este conteúdo

0:00

A nova pesquisa do IBGE sobre pobreza em Minas Gerais mostrou que o estado reduziu o índice de pobreza de 19,9% para 16,8% entre 2023 e 2024, alcançando o menor nível desde 2012. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (03/12), fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais e seguem os critérios do Banco Mundial, que considera em situação de pobreza quem vive com renda per capita inferior a R$ 694 por mês. Embora o recuo seja expressivo, a taxa de extrema pobreza permaneceu em 2,2%, também no menor patamar da série.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

O estudo explica que a oscilação dos índices ocorreu especialmente após a pandemia. Depois da queda registrada em 2020, o estado viu a pobreza avançar em 2021, passando de 24,3% para 31,3%. No entanto, o cenário começou a melhorar no ano seguinte, quando o percentual caiu para 27%, e voltou a recuar de forma mais forte em 2023, chegando a 19,8%. Já o recorte da extrema pobreza considera como referência uma renda mensal de até R$ 2.018.

Além disso, o levantamento aponta que o mercado de trabalho em Minas Gerais atingiu seus melhores resultados da série histórica em 2024. O nível de ocupação subiu para 61,7%, enquanto a taxa de desocupação caiu para 5,1%, o que reforça a recuperação econômica do pós-pandemia. De acordo com os dados, os homens representam 56,7% da população ocupada, com maior presença de pessoas negras ou pardas, que somam 33,8%. Já as mulheres correspondem a 43% dos trabalhadores, sendo 25,2% pardas ou negras.

Mesmo com esse avanço, o rendimento domiciliar per capita no estado caiu para R$ 1.952, ficando abaixo das médias nacional (R$ 2.017) e regional (R$ 2.377). Com isso, Minas Gerais aparece como o estado com o menor rendimento do Sudeste. Em Belo Horizonte, o valor ficou em R$ 2.973, também o mais baixo entre as capitais da região.