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A nova pesquisa do IBGE sobre pobreza em Minas Gerais mostrou que o estado reduziu o índice de pobreza de 19,9% para 16,8% entre 2023 e 2024, alcançando o menor nível desde 2012. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (03/12), fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais e seguem os critérios do Banco Mundial, que considera em situação de pobreza quem vive com renda per capita inferior a R$ 694 por mês. Embora o recuo seja expressivo, a taxa de extrema pobreza permaneceu em 2,2%, também no menor patamar da série.
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O estudo explica que a oscilação dos índices ocorreu especialmente após a pandemia. Depois da queda registrada em 2020, o estado viu a pobreza avançar em 2021, passando de 24,3% para 31,3%. No entanto, o cenário começou a melhorar no ano seguinte, quando o percentual caiu para 27%, e voltou a recuar de forma mais forte em 2023, chegando a 19,8%. Já o recorte da extrema pobreza considera como referência uma renda mensal de até R$ 2.018.
Além disso, o levantamento aponta que o mercado de trabalho em Minas Gerais atingiu seus melhores resultados da série histórica em 2024. O nível de ocupação subiu para 61,7%, enquanto a taxa de desocupação caiu para 5,1%, o que reforça a recuperação econômica do pós-pandemia. De acordo com os dados, os homens representam 56,7% da população ocupada, com maior presença de pessoas negras ou pardas, que somam 33,8%. Já as mulheres correspondem a 43% dos trabalhadores, sendo 25,2% pardas ou negras.
Mesmo com esse avanço, o rendimento domiciliar per capita no estado caiu para R$ 1.952, ficando abaixo das médias nacional (R$ 2.017) e regional (R$ 2.377). Com isso, Minas Gerais aparece como o estado com o menor rendimento do Sudeste. Em Belo Horizonte, o valor ficou em R$ 2.973, também o mais baixo entre as capitais da região.







