Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Alexandre Ramagem e Anderson Torres são demitidos da Polícia Federal

Ato assinado por Ricardo Lewandowski confirma a saída imediata dos delegados e encerra seus vínculos com a Polícia Federal após condenação pela trama golpista de 2022
Alexandre Ramagem e Anderson Torres são demitidos da Polícia Federal
Alexandre Ramagem e Anderson Torres são demitidos da Polícia Federal - Fotos: Valter Campanato; Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-ministro Anderson Torres foram demitidos da Polícia Federal após determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que cumpriu a decisão da Primeira Turma do STF sobre a perda do cargo público dos condenados pela trama golpista após as eleições de 2022. As portarias que oficializam as demissões devem ser publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (04/12), conforme informou o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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A decisão segue o entendimento do Supremo, que confirmou o trânsito em julgado das condenações e determinou, portanto, o desligamento imediato dos dois delegados. Mesmo assim, Lewandowski ressaltou que a perda do cargo não interfere nos processos administrativos internos, já que a esfera criminal e a administrativa seguem caminhos distintos dentro da PF.

Alexandre Ramagem ingressou na PF em 2005 e foi diretor-geral da Abin durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e atualmente é considerado foragido nos Estados Unidos. O STF aponta Ramagem como um dos líderes do núcleo central da organização criminosa responsável por monitoramento ilegal e pela disseminação de informações falsas contra o processo eleitoral brasileiro.

Já Anderson Torres, que entrou na PF em 2003 após atuar como papiloscopista na Polícia Civil do Distrito Federal, recebeu pena de 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, também em regime inicial fechado. Com a publicação das portarias, ambos terão seus vínculos estatutários com a PF encerrados, conforme determinado pela decisão do Supremo.