Ouça este conteúdo
A Força Aérea Brasileira realizou, pela primeira vez, o lançamento de um míssil Meteor, avaliado em cerca de R$ 12,4 milhões, a partir do seu novo caça Gripen. O disparo ocorreu na quinta-feira (27/11), durante um exercício militar na costa do Rio Grande do Norte, e teve como alvo um drone usado para simular uma aeronave inimiga. O teste marcou um avanço importante no programa de certificação do Gripen e confirmou a capacidade do Meteor, considerado o míssil mais avançado em operação na América Latina.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
O exercício fez parte do BVR-X, iniciado no dia 17 em Natal, e foi o primeiro lançamento real do Meteor pelo Gripen fora da Suécia. O alvo, um drone Mirach 100/5, da fabricante italiana Leonardo, simulou manobras de um pequeno caça subsônico. Embora a FAB não tenha divulgado a distância exata do disparo, o Meteor é capaz de atingir alvos entre 100 km e 200 km, atualizando sua rota por meio de conexão digital caso necessário.
De acordo com a FAB, o próximo passo será testar o canhão alemão de 27 mm instalado no Gripen, em um novo ensaio no mar próximo ao Rio de Janeiro. Junto à conclusão dos testes de reabastecimento em voo com o Embraer KC-390, finalizados no início do mês, essas etapas permitirão que o caça seja totalmente certificado para operações de combate em 2026.
- Leia mais: Corregedoria prende policiais do Batalhão de Choque por crimes na megaoperação da Penha e do Alemão
O míssil Meteor, produzido na Europa, usa um motor do tipo ramjet, que permite atingir velocidades até quatro vezes superiores à do som, chegando a cerca de 4.900 km/h. O Gripen pode levar até sete mísseis do tipo simultaneamente. Segundo dados do Sipri, o Brasil adquiriu cem unidades do Meteor por € 200 milhões, incluídas no pacote geral do programa Gripen, que prevê a entrega de 36 aeronaves, das quais 11 já estão operando no país.
“O lançamento foi o cenário perfeito para verificar e testar como o binômio Gripen e Meteor são eficientes na guerra aérea moderna e contra qualquer tipo de vetor”, afirmou o brigadeiro Breno Diogenes Gonçalves, comandante da Base Aérea de Natal. A FAB destaca que não possuía nenhum armamento com características semelhantes antes da chegada do Meteor, que supera modelos usados em outros países da região, como o AIM-120C do Chile e o R-77 operado por Peru e Venezuela.







