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Dois presos pela Polícia Federal na operação que investiga um esquema fraudulento no Banco Master foram soltos na madrugada desta sexta-feira (21/11), após o fim da validade da prisão temporária. A liberação ocorreu depois de três dias e, conforme a defesa, o pedido não foi renovado. Assim, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa suspeita, e Henrique Souza Silva Peretto, sócio de outra companhia envolvida nas apurações, deixaram a Superintendência da PF em São Paulo tentando cobrir os rostos com travesseiros.
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Enquanto isso, outros cinco investigados seguem presos preventivamente, sem previsão de soltura, pois suas prisões foram decretadas pela Justiça. Entre eles estão Daniel Bueno Vorcaro, dono e presidente do Banco Master; Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do banco; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master. Todos permanecem na Superintendência da PF em São Paulo.
Maia e Peretto são apontados na investigação por possível ligação com duas empresas suspeitas. André foi diretor e Peretto é acionista da Cartos Sociedade de Crédito Direto, que teria criado a Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito. Segundo o processo, esta segunda empresa, dirigida por Maia e criada em novembro do ano passado, teria sido usada como fachada para vender ao Banco Master créditos de dívidas considerados “inexistentes”, no valor de R$ 12,2 bilhões, posteriormente revendidos ao BRB (Banco de Brasília).
Durante as apurações, a PF chegou a defender que os presos fossem transferidos ao sistema penitenciário estadual por não ter estrutura para manter detidos sem prazo estabelecido. No entanto, o juiz federal Ricardo Leite, do Distrito Federal, determinou que eles permanecessem temporariamente na Superintendência da PF de São Paulo, medida válida por três dias. A decisão levou em conta elementos do processo que indicam que o Master teria adquirido créditos da Tirreno “sem realizar qualquer pagamento” e, ainda assim, conseguiu revender essas carteiras ao BRB.
De acordo com o Ministério Público Federal, o Master não pagou a Tirreno porque não havia comprovação da existência dos créditos. Apesar disso, o BRB realizou pagamento imediato ao banco: R$ 6,7 bilhões pelas carteiras e R$ 5,5 bilhões em prêmio, conforme dados citados pelo MPF.







