Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Câmara de BH aprova projeto que prevê retorno de pessoas em situação de rua às cidades de origem

A proposta foi aprovada em primeiro turno com discussões acaloradas e dividiu opiniões na Câmara sobre como lidar com a situação de pessoas em vulnerabilidade social
Câmara de BH aprova projeto que prevê retorno de pessoas em situação de rua às cidades de origem
Câmara de BH aprova projeto que prevê retorno de pessoas em situação de rua às cidades de origem - Foto: Transforma Brasil

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A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em primeiro turno, o Projeto de Lei 227/2025, que cria o programa “De Volta para Minha Terra”, voltado ao retorno de pessoas em situação de rua às cidades de origem. A proposta, de autoria do vereador Vile Santos (PL), recebeu 29 votos favoráveis e oito contrários, dividindo opiniões entre os parlamentares. O texto prevê que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) será responsável por avaliar as solicitações, emitir documentos, garantir transporte e suporte logístico para o envio de pertences pessoais.

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De acordo com o projeto, o benefício será destinado a pessoas em vulnerabilidade social que mantenham vínculo familiar ou comunitário com o local de destino. A medida, segundo o autor, busca oferecer uma alternativa digna para quem deseja retornar à sua cidade natal, mas enfrenta dificuldades para arcar com o deslocamento.

Durante a votação, Fernanda Pereira Altoé (Novo) defendeu a proposta, afirmando que o projeto é “de uma humanidade muito grande”. Para ela, é preciso reconhecer que a vida nas ruas não representa dignidade. Já o vereador Uner Augusto (PL) destacou o exemplo de Florianópolis, onde há uma triagem de pessoas que chegam à cidade pela rodoviária. Ele sugeriu que Belo Horizonte adote iniciativa semelhante, com abordagem e verificação de vínculos e documentos.

Por outro lado, Pedro Patrus (PT) criticou o texto, alegando que o município já possui uma política voltada para migrantes dentro do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Segundo ele, o foco deveria ser em ampliar políticas públicas, e não em ações que possam “criminalizar a população mais pobre”. A vereadora Cida Falabella (Psol) também se posicionou contra, afirmando que é ilusório acreditar que o problema das pessoas em situação de rua será resolvido “em um passe de mágica”.

Antes de seguir para a segunda votação em Plenário, o projeto voltará às comissões de Legislação e Justiça, Administração Pública e Segurança Pública, Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor, e Orçamento e Finanças Públicas, onde serão analisadas as emendas apresentadas.