Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Influenciadores de BH são alvos de operação por divulgar o jogo do Tigrinho

Casal ostentava carros de luxo e viagens nas redes sociais para atrair seguidores a um esquema de apostas que movimentou mais de R$ 21 milhões em bens
Polícia investiga influenciadores de BH por divulgar o jogo do Tigrinho
Polícia investiga influenciadores de BH por divulgar o jogo do Tigrinho - Reprodução/Redes sociais

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta terça-feira (11/11), uma operação em Belo Horizonte contra um casal de influenciadores suspeito de divulgar o jogo ilegal conhecido como “Jogo do Tigrinho”. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, sendo dois em imóveis e sete em veículos, nas cidades de Lagoa Santa, na Grande BH, e também em Pimenta e Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas.

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Os investigados foram identificados como Pedro Vitor e Aline Cavanellas, influenciadores digitais que, segundo a PCMG, promoviam jogos de azar nas redes sociais prometendo ganhos rápidos e fáceis. As publicações mostravam supostos prêmios e lucros obtidos em apostas, mas as investigações apontam que as demonstrações eram simuladas em plataformas de teste, criadas apenas para atrair seguidores.

De acordo com a Polícia Civil, o casal exibia uma vida de luxo e sucesso para dar aparência de credibilidade ao esquema. Vídeos em carros de alto padrão e viagens internacionais eram usados para convencer o público de que o “Jogo do Tigrinho” era uma oportunidade real de enriquecimento. Durante as buscas, foram apreendidos sete veículos de luxo, além de documentos e celulares.

Por decisão judicial, houve ainda o bloqueio de R$ 21 milhões em bens, incluindo 16 imóveis, sete carros e valores em contas bancárias. A PCMG explicou que o jogo promovido pelos influenciadores possuía “estética infantil e dinâmica viciante”, levando os usuários a acreditar que poderiam recuperar perdas. No entanto, os algoritmos eram programados para garantir lucros apenas aos operadores.

A investigação revelou que o esquema também envolve outros influenciadores, empresas e operadores estrangeiros, com plataformas hospedadas fora do país, em locais como Malta, na Europa. A Polícia Civil reforçou que, diferente das apostas esportivas regulamentadas, esses jogos são ilegais no Brasil por dependerem unicamente da sorte e funcionarem sem transparência.