Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Ana Paula Siqueira afirmou que a base governista votou pressionada na chamada “PEC do Cala Boca”

Parlamentar diz que aliados do governo atuaram sob pressão na votação que abre caminho para a venda da companhia de saneamento de Minas Gerais.
Reprodução: Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais

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A deputada Ana Paula Siqueira (Rede) declarou que Minas Gerais atravessa “tempos horrorosos” na Assembleia Legislativa (ALMG) durante a discussão da PEC do Referendo, proposta que acaba com a obrigatoriedade de consulta popular antes da privatização da Copasa, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Em entrevista ao programa Café com Política, do canal O TEMPO no YouTube, ela classificou o projeto como a “PEC do cala-boca”, criticando a tentativa do governo de retirar da população o direito de decidir sobre o destino de uma empresa essencial. Para a deputada, “água não é mercadoria” e o texto representa um retrocesso na participação democrática.

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Segundo Ana Paula, a aprovação da proposta em primeiro turno, ocorrida na madrugada da última sexta-feira (24/10), não reflete convicção política, mas sim pressão sobre os parlamentares da base aliada. A votação, que começou depois da meia-noite, foi considerada por ela uma manobra para evitar o debate público sobre o tema e acelerar a tramitação da PEC que abre caminho para a privatização da Copasa.

Ainda conforme a deputada, muitos parlamentares da base governista votaram constrangidos, já que reconhecem que a água é um bem essencial à vida e deve permanecer sob responsabilidade do Estado. Ana Paula também mencionou que o Palácio Tiradentes ampliou o apoio político após negociações internas e liberação de emendas, embora ela tenha afirmado não participar dessas conversas.

Durante a entrevista, Ana Paula afirmou que “há muitas negociações ocorrendo nos bastidores” e acusou o governador Romeu Zema de tentar aprovar medidas impopulares antes de deixar o cargo, o que, segundo ela, deixará as consequências “para a população”. A parlamentar disse ainda que a oposição está unida para barrar o avanço da PEC, apostando na mobilização popular e na campanha “Água sem Lucro”, que busca garantir o direito ao referendo popular sobre a privatização, previsto na Constituição mineira desde 2001, durante o governo Itamar Franco.

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