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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, admitiu nesta quinta-feira (30/10) que houve um “déficit de comunicação” entre o governo federal e o do Rio de Janeiro durante as ações contra o crime organizado. Segundo ele, a criação de um escritório emergencial de combate ao crime tem como objetivo agilizar a troca de informações e melhorar a integração entre as forças de segurança. “Havia um déficit de comunicação entre as autoridades de segurança pública local, do Rio de Janeiro, e também federais. Então, nós tivemos a ideia de criar esse escritório extraordinário de enfrentamento ao crime organizado para agilizar especialmente essa comunicação”, explicou o ministro em entrevista à GloboNews.
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A declaração ocorreu após a megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada na terça-feira (28/10), que deixou mais de 120 mortos e provocou divergências entre o governo federal e o estadual sobre a condução da ação. Lewandowski destacou que a Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio foi consultada previamente pelas forças locais sobre uma possível cooperação, mas ressaltou que não cabe à PF atuar de forma ostensiva, conforme determinam a Constituição e as leis.
Além disso, o ministro anunciou que 20 peritos criminais da Polícia Federal, especialistas em balística e DNA, serão enviados ao Rio de Janeiro para apoiar as investigações. O número de agentes da Força Nacional de Segurança também será ampliado no estado, reforçando as ações conjuntas contra o crime organizado.
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Lewandowski informou ainda que a Polícia Federal abrirá um inquérito amplo para investigar a atuação do Comando Vermelho, semelhante ao processo que resultou na Operação Carbono Oculto, contra o PCC. Essa investigação atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro da ADPF das Favelas, que trata do controle das operações policiais em comunidades do Rio.
Na quarta-feira (29/10), Lewandowski e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se reuniram com o governador Cláudio Castro (PL). No encontro, foi oficializada a criação do escritório emergencial de combate ao crime organizado, que será comandado pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, e pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo. O novo núcleo vai integrar as forças estaduais e federais, servindo como embrião da futura PEC da Segurança Pública, atualmente em análise na Câmara dos Deputados.







